terça-feira, 14 de dezembro de 2010

"Minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro, estou morrendo de saudades!"

"... Dentro de mais uns minutos estaremos no Galeao!"

Agora de partida para o Rio de Janeiro e aproveitar até o dia 11 de janeiro quando recomeço minhas aulas na ULaval. Rever a familia, os amigos, lugares e comer coisinhas que temos sentido muita falta. Rogério, desde que chegou no Canada emagreceu 11 kilos e ja disse que esta disposto a ganhar tudo de novo no Brasil :-O.
Nossas férias no Brasil estao sendo antes do que eu imaginava, porque o marido queria muito ir este fim de ano. Papai Noel do Céu nos presenteou com esta oportunidade e temos certeza que vamos aproveitar bem esta viagem. Nao vejo a hora de abraçar e tocas "nos meus".
Sendo assim, este sera o ultimo post do ano, entao ja fica aqui os nossos desejos de feliz natal e um excelente 2011 para todos nos!

"Aperte o cinto la vamos nos!!! Pousar..."

sábado, 11 de dezembro de 2010

Como é bom acordar na cidade que nunca dorme!

Passando pra dizer que estamos curtindo alguns dias aqui na Big Apple. Que delicia de cidade! Confesso que estava sentindo falta de lugares assim, badalado, com muita gente, povao na rua até altas horas da madruga, muitas opçoes de coisas boas pra fazer e o melhor, 24hs por dia.... Viva New York!! Tabarnak! Minha alma urbana grita neste momento. rsrsrs

Dicas : pegamos a maioria no blog viagens para maos de vacas. Todas elas sao excelentes! O site  tem servido como um roteiro de passeios pra gente por aqui, com dicas realmente imperdiveis. A hospedagem a gente procurou por conta propria na internet. Conseguimos um hotel nao luxuoso, mas com o necessário para ficar mais de 3 dias, num bom preço, excelente localizaçao e ao lado da estaçao de  metrô. Assim temos badalado bem à pé e usado o transporte publico quando necessario (metrô e busao).

Haaaa mas o melhor mesmo estar por vir, que é a nossa proxima parada, muuuito esperada... Por enquanto vou deixar vcs com este video na voz do Tio Frank.


Kisses

domingo, 5 de dezembro de 2010

Quem dança seus males espanta!

Oi, povo! As coisas tem andado bem corrida por aqui porque estou na ultima semana de aula e com alguns trabalhos pra entregar + prova pra fazer, ainda tem aquela correria tipica de final de ano e eu com a mania de querer fazer um milhão de coisas ao mesmo tempo.
Apesar de tudo, este fim de semana foi bem divertido e relaxante. Na sexta, teve o espectáculo de dança do PEPS em que participei com o grupo de ballet clássico, em seguida mais comemorações após o espetáculo, sábado de manha o encontro do grupo da igreja que frequento + confraternização, à noite+madrugada passamos o dia com amigos brasileiros e comendo os deliciosos salgados da Su. Realmente estou entrando no clima de festas de fim de ano...

Sobre o PEPS, nele existem diversas modalidades de esportes, atividades e pra quem gosta de dança, este espaço da universidade tb tem de tipos variados, para quem é ou nao aluno de la. O pagamento é feito por sessao, como tudo aqui... e esta bem longe de nao ser acessível, mais ainda se comparado ao que se paga no Brasil mensalmente. Eu nesta sessão resolvi me matricular no ballet e pretendo continuar nas proximas, pois a dança sempre fez parte da minha vida de alguma maneira e aqui nao poderia ser diferente. Afinal, quem dança também é mais feliz!
Segue algumas fotinhos nos bastidores do teatro da universidade...hehehe




sábado, 20 de novembro de 2010

C'est une maladie

Ha algumas semanas começaram as campanhas de conscientizaçao sobre a depressao, que pelo visto fazem sempre nesta mesma época do ano. Tentam alertar as pessoas dos sintomas, sensibilizar os proximos, nos alertam do que é preciso fazer e até dos habitos e alimentos que ajudam a evitar, ja que em muitos casos é sazional mesmo, da época do inverno. Dia desses vi uma plaquinha na rua que a traduçao dizia "Neste inverno nao faça como os ursos, nao iberne!", porque ibernar é algo tentador mesmo. Tem começado a escurecer cada vez mais cedo, agora por volta das 16hs e o corpo sente essa diferença, mais sono, mais cansaço e menos vontade de sair de casa. Pior mesmo fica la pra fevereiro e março quando os indices de suicidios aumentam. Ja ouvi dizer que em Montréal o que tem de gente que se joga na linha do metrô, triste... Inclusive tem uma ponte la que em 2004 foi construida uma "barreira contra o suicidio"devido ao grande numero de pessoas que se jogavam de la.
O Québec tem o maior indice de suicidio do Canada, nao é a toa que levam a sério essa questao, que no Brasil infelizmente ainda é vista como "frescura". 

Segue uma das propagandas que eu gosto muito.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O que nos faz ser tao diferente(s)?

Vou falar de um assunto que me incomoda há um tempo mas que só agora me sinto a vontade de escrever.
Sabemos que residente permanente aqui no Québec nem sempre é aquele que possui nível técnico ou universitário, que teve como investir dinheiro no processo de imigraçao e em cursos de línguas no Brasil. De fato, muitos canadenses nao sabem diferenciar muito bem estes "diferentes tipos de imigrantes" e ficam surpresos quando descobrem que passamos por um processo bem seletivo, onde pagamos taxas, comprovamos conhecimento linguístico, formaçao, experiência profissional, entre outras coisas. Um perfil bem diferente da maioria dos imigrantes do Québec. Acho super válido explicar qual é o perfil dos imigrantes brasileiros que estao aqui, que fomos selecionados, passamos por um processo e blá blá blá... mas fico desconfortável quando o assunto começa a tomar o rumo da superioridade e inferioridade entre os imigrantes. Sendo mais direta, falo do preconceito do imigrante contra o próprio imigrante. Do imigrante "qualificado" que se julga melhor do que o refugiado, que faz questao de apresentar o amigo québécois, mas nao faz questao nenhuma de trocar algumas palavras e conhecer um pouquinho sobre o imigrante refugiado.
Lembrando que, o Canada é um dos países que faz parte da ACNUR (Alto Comissáriado das Nações Unidas para os Refugiados), um órgao da ONU que dá apoio e proteçao aos refugiados do mundo. Àqueles que encontram-se fora de seu país de origem por sofrerem perseguiçoes devido à religiao, raça, nacionalidade, associaçao a determinado grupo ou opiniao política, etc.
Aqui no CEGEP tem até uma turma de francisaçao do Ministério de Imigraçao só para imigrantes que nao sao alfabetizados. Isso mesmo! O Québec dá um curso de francês para estes imigrantes, que nao tiveram a oportunidade de serem alfabetizados nem em sua própria língua.
Durante os cursos de francês tive a oportunidade de conhecer alguns imigrantes na situaçao de refugiado. Um casal da Sri Lanka que chegou no Canadá há mais de 2 anos com os 4 filhos e davam duro pra aprender a língua francesa que para eles sem dúvida nenhuma é mais dificil do que pra gente que tem uma língua materna latina. Eles diziam que na Sri Lanka eram ricos, mas que quando chegaram aqui ficaram pobres porque tiveram que investir todo o dinheiro para chegar no Québec com a familia.
Estudei também com um palestino, solteiro, formado em engenharia eletrônica, trabalhava aqui numa fábrica de madrugada e estudava francês de manha. Dava duro pra conseguir passar nas provas da ordem no Québec, melhorar o francês e no futuro poder trabalhar como engenheiro. Uma pessoa tao doce e tao sensível que tinha a capacidade de me emocionar com poucas palavras. Lembro-me dele falando que nao via a família há mais de 10 anos e que independente de onde ele estivesse seria sempre visto como refugiado. A Palestina oficialmente nao é considerada um país e o fato dele ter documentos palestinos que nao sao considerados válidos, faz dele uma pessoa sem pátria para o resto do mundo. "Palestinos são a maior população de desalojados do mundo". Pois é... uma pessoa que viveu uma história tao pesada, de identidade anulada pelo resto do mundo, pode ainda transmitir tanta doçura...
Sem contar o caso de uma amiga colombiana que fugiu da Colômbia com os filhos, deixando patrimônios porque estava ameaçada de morte por guerrilheiros a mando do marido. O que me fez tomar conhecimento de como as legislaçoes na Colômbia sao fragéis ou mesmo ausentes no que diz respeito aos direitos e proteçao da mulher.
Entao, histórias que a primeira vista sao bem melodramáticas, mas que a gente conhece muito bem pelos livros, jornais e filmes. Ouvir pessoalmente de quem passou e passa ainda pela experiência, me faz mais do que nunca ter respeito e admiraçao por eles.

domingo, 31 de outubro de 2010

Halloween

31 de outubro, dia das bruxas por aqui e dia do saci no Brasil. Pra gente também é sempre uma data comemorativa, neste halloween completamos 12 anos de namoro. Uau!
Ano passado choveu e fez "muito frio" para nós recéns-chegados o que nos desanimou completamente pra sair de casa. Este ano nao perdemos tempo e fomos em Haute-Saint-Charles, um outro arrondissement da cidade de québec, conferir a festa de perto. As atividades começaram às 17hs, numa rua que foi fechada para os folioes pedintes de doces.hehehe Estava tudo decorado bem no clima do Halloween e o povo se encarregava de entrar no clima fantasiado. O legal é que o pessoal nao se fantasia só de bruxas e monstros nao, vale qualquer fantasia e inclusive os adultos capricham no figurino. Vi cada criança fofa vestida de bichinhos, princesas, monstrinhos, super-heróis, mas vi também gente fantasiada de tronco de árvore, controle de Wii, Mario Bross...huahauhaua
Se nao fosse o frio acho que teria aproveitado mais.Tudo bem que só estava 0 graus, mas fazia tanto tempo que nao saia com tanta roupa que acabei nao me agasalhando direito. Coloquei uma luva mais ou menos um sapato mais ou menos que nao foram o suficiente para sentir um frio mais ou menos, mas sim para deixarem os meus dedos congelados. Haaa e pra nossa surpresa nevou.... neve depois de tanto tempo. Depois da friaca e da neve que caiu, mesmo que pouquinha, nao tem mais como eu nao cair na real de que o inverno ja chegou mesmo por aqui. Agora, tirando do armário as armaduras para os próximos 5 meses...Delícia... rsrsrs.









sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Visto para os EUA

Oi, pessoal! Agora temos mais um visto.
No inicio de setembro ocorreram algumas mudanças para a solicitação do visto americano, que na minha opinião ficou um pouco menos burocrático, já que antes tinha que entrar no site toda semana até conseguir uma data disponível para a entrevista, coisa que tentamos fazer durante 4 semanas sem sucesso.
Com o novo sistema, entramos no site do consulado, preenchemos aquele formulário enorme, escaneamos a foto que tiramos na farmácia (estilo passaporte) e enviamos. Depois, pagamos a taxa por cartão de crédito e escolhemos uma data para a entrevista. Pelo menos aqui em Ville de Québec tem sido bem rapidinho pra isso e conseguimos uma data com apenas 2 semanas de antecedência.
Marcamos a entrevista para às 10hs da manha e chegamos às 9h30, mas saímos de lá somente às 13:30 da tarde!!! Marcaram mais de 2 pessoas no mesmo horário mas só tinham 2 funcionários para atender e ainda por cima nao tem espaço do lado de dentro da sala, o que fez a gente esperar pelo menos metade desse tempo do lado de fora no frio e no vento. Pra completar, ganhamos uma multa por termos ficado mais de 2hs com o carro estacionado no parquímetro. Enfim, depois de tudo isso tínhamos mesmo que receber o visto! rsrsrs Pelo menos, os funcionários eram muuuito simpáticos. O guardinha nao podia me ver que soltava um largo sorriso, no final ganhei até um tchauzinho rsrsrs. A atendente brincou com o Rogério porque viu que ele serviu o exército no Brasil e falou que ele nao tinha nenhuma cara de homens das forças armadas... Nao tinha como eu nao cair na gargalhada com isso, ai ela me perguntou "tô errada?" "Nao mesmo" rsrsrs. Rogério explicou que se tratava de serviço obrigatorio e tal e que de fato nao tinha nada a ver com ele...hihihi. Pelo atendimento e pela nossa documentação percebi que nao seriamos recusados, no final chegou a ser engraçado, ela tinha terminado de conferir tudo e preencher o que faltava no computador e ia mandar a gente sentar, quando voltou, como se estivesse esquecido de fazer a perguntinha padrao "Vcs querem ir para os EUA só a passeio mesmo?" E ela mesmo respondeu com a cabeça positivamente e com cara de obviedade, claro que sim né... rsrsrs. O fato de termos comprovado vínculos fortes aqui (estudos e trabalho) deixou isso bem claro.
Aliás, uma coisa que me deixou impressionada foi a quantidade de pessoas que saíram de lá sem o visto. Das que eu vi e escutei a entrevista somente a gente e mais um garoto colombiano que conseguiu de cara, sem ser recusado ou precisar levar qualquer outro documento depois. Eu que achava que o fato de ter o visto de residente permanente daqui era porteira totalmente aberta, vi que nem tanto. Ahhhh, sim, eu e todas as pessoas que aguardavam na micro sala escutamos todas as entrevistas, nao se tem o mínimo de privacidade nao...
Depois, em menos de uma semana recebemos uma ligação avisando que podíamos pegar os passaportes no endereço que escolhemos aqui na cidade de Québec. Pegamos os passaportes e tivemos uma boa surpresinha, pedimos o visto de turismo (B2) e ganhamos também de brinde o de negócios (B1) sem pagar nenhuma taxa extra. hehehe

Nosso visto para os EUA é de 3 anos, mas acho q nao iremos precisar renovar. Agora é esperar completarmos 3 anos de Canada para darmos entrada na cidadania canadense e ai sim abrirmos de vez as porteiras das fronteiras, sem precisar pedir autorização pra entrar.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Inglês, anglais... ENGLISH!

Se tem algo que me arrependo quase que diariamente desde que cheguei aqui é de nao ter levado a sério o estudo de inglês no Brasil. Primeiro porque é bem mais fácil do que o francês e segundo porque faz falta mesmo no lugar mais francófono do país (Ville de Québec). Obviamente nao se compara à Montréal, onde os comerciantes te recebem com "Hi, Bonjour!" rsrsrs e o conhecimento de inglês é quase que obrigatório para entrar no mercado de trabalho. Aqui, até agora para a gente nunca foi uma exigência, embora faça 'aquela' diferença. Inclusive conheço muitos imigrantes que tem inglês fluente, mas por nao terem francês nao conseguem trabalho na área aqui.
No entanto, como ignorar uma língua que a maioria do mundo fala? Que é inclusive uma das línguas oficias e a mais falada do país que vc vive. Nao dá! Mas cedo ou mais tarde vc se dá conta de que precisa dela mais do que pensava... Eu me dei mais conta disso na universidade quando via os estudantes estrangeiros falando entre si em inglês, e mais ainda quando vi que os professores passam livros, textos e conferências em inglês. Neste último caso, passou a ser uma extrema necessidade para mim porque é nesta hora que eu perco tempo, mas muuuito tempo para fazer as minhas leituras, tempo que eu nao perco quando elas sao em francês.
Enfim, já diz o ditado que quem está na chuva é pra se molhar e como conhecimento nunca é demais e eu escolhi o Canada para morar, tenho mais é que tirar proveito desta situaçao. Por isso que já estava lá na minha listinha de metas para este ano estudar inglês. Foi entao que após terminar o FLE decidi recomeçar (pela milésima vez!) o inglês. Isso pra mim é um verdadeiro sacrificio. Preferia estudar alemao, italiano, mas por tudo o que eu já disse nao dá mais pra fugir desse idioma que na minha ordem de preferência sempre foi o último. Entao, em maio comecei o curso no Centre RIRE e me esforcei para buscar desejo e motivaçao em cada dia que ia ao curso, mas como logo em seguida recebi a resposta de admissao do mestrado, resolvi seguir um curso na universidade. Fiz a prova de nivelamento obrigatória (TOEIC) e depois minha inscriçao no curso regular. Ou seja, comecei o curso junto com o mestrado e a cada sessao do mestrado farei uma disciplina de inglês, 1 aula de 3h20 por semana. O curso é bem puxadinho, os professores geralmente nao falam francês e muito menos português hihihi. A programaçao de estudos individuais (extra-classe) é de 6hs por semana, temos muitos exercícios e leituras de livros literários para fazer. Além disso, o aluno é avaliado, nos 4 pontos, expressao escrita, expressao oral, compreensao oral e compreensao escrita (leitura).
Bem, é isso, a cada sessao do mestrado vou seguindo com o curso regular, tranquilamente pra nao sobrecarregar a "cachola" e até concluir o mestrado já espero estar com um bom inglês.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Pernas para o ar e livros na mao!

Chegou a semana que eu tanto desejava! No calendário universitário está inscrita como semaine de lecture que é tradicionalmente conhecida como semaine de relâche. No Rio nunca tive esta semana de recesso escolar, mas aqui vim descobrir que em SP existe e eles chamam de "semana do saco cheio". hihihi É bem isso mesmo, a semana que a gente usa pra esvaziar o saco... Porque depois de uma semana de provas e muitos trabalhos nos dao uma semana de descanso para colocar os miolos no lugar e depois retomar os estudos até o final do período. Nao tem aula, mas as leituras e os trabalhos para o mestrado continuam, entao terei sim uma semana relâche mas também de leitura, já que vou aproveitar para colocar muitas delas em dia e tentar fazer a segunda parte desta sessao um pouco mais tranquila.

domingo, 10 de outubro de 2010

Outono e Mont-Sainte-Anne

Que belezura de outono!!! Ano passado quando chegamos aqui as folhas ja estavam coloridas, mas este ano podemos observar bem o verde virar amarelo, vermelho, marrom e colorir toda a cidade. Em pensar que daqui há algumas semanas as árvores ficarao peladinhas anunciado o longo inverno...Ai, ai...
A única árvore que resiste na cor verde e que nao cai as folhas mesmo no inverno é o pinheiro. O que me faz agora entender melhor porque o pinheiro é o símbolo da árvore de natal.
No momento, com o clima do outono, a cidade começa a ficar com a cara daqueles filmes americanos no estilo Outono em Nova Iorque hehehe e também com "cenário imaginário" de livro de suspense e terror... poucas pessoas nas ruas... folhas secas e coloridas no chao e aquele ventinho gelado e macabro... huahauhuahuaha
Como nós gostamos de tirar proveito de todas as estaçoes fomos ao Mont-Sainte-Anne aqui em Québec ver a virada das cores e contemplar a natureza. Detalhe, que este mesmo monte durante o inverno vira uma pista de esqui e eu depois que cheguei lá no topo nao consegui me imaginar descendo de esqui nao. rsrsrs



  





quarta-feira, 8 de setembro de 2010

1 ano de Québec

1 ano que chegamos aqui com nossa mudança em 7 malas. Neste tempo posso dizer que passei por descobertas nao só de uma lingua, de uma cultura e de um povo, mas descoberta de si mesmo. Em algumas destas descobertas, vi que sou mais brasileira do que eu pensava, amo mais a cultura do meu país, sua história e a pouca experiência de vida que eu tive enquanto vivi lá. Apesar disso, vejo também que o melhor lugar para eu viver nao é lá mas é aqui no Canadá, lugar que escolhemos para viver e que nos acolheu tao bem.
Confesso que em raros momentos eu me perguntava o que eu estava fazendo aqui, no tipo "que doidera largar tudo e vir morar aqui"... mas junto com esta reflexao nunca veio o sentimento de arrependimento, talvez o de fragilidade ou saudade. A minha ficha demorou um pouco pra cair... posso dizer que os 6 primeiros meses ainda vivia num conto de fadas, depois de 6 meses é que começaram a vir mais a saudade da familia, dos amigos, do trabalho, dos lugares, da comida e a maior saudade de todas minha cachorrinha... Mas, sinceramente, nada que nao pudesse ser bem administrado porque graças a Deus vivemos numa era bem moderna! rsrsrs
No entanto, a gente descobre que nao esta só aprendendo uma lingua e uma nova cultura, mas é como se a gente tivesse aprendendo a viver de novo, tudo de novo. Por mais segura que eu achava que fosse, a insegurança vem e às vezes vem bem forte e é neste momento que a gente corre o risco de perder a auto-estima e achar que a gente nao é capaz de nada aqui. Neste tempo eu já vi e ouvi cada coisa... gente que vem e volta, gente que chega de outras cidades pra recomeçar, casais que se separam, casais novos que se juntam, gente que chuta o pau da barraca e adota uma vida aloprada, gente que finge ser o que nao é, gente que ri, gente que chora, enfim... gente que é gente como a gente. rsrsrs
Eu, pra me fortalecer procuro usar algumas estratégias pessoais, mas uma coisa que me ajuda muito a viver melhor aqui é lembrar dos motivos que me trouxeram, das coisas boas que tenho aqui e que nao tinha e nao terei lá.
Vendo por esse ângulo resolvi listar aqui algumas pequenas coisas do dia-a-dia que gosto e que já me fazem tao bem.
  • Gosto de ver a natureza por todos os lados, onde as pessoas preferem cultivar jardins no quintal.
  • Gosto de saber que aqui eles tem respeito e cuidado pelos animais.
  • Gosto dos dias de sol, quando todos vao a rua simplesmente para passear.
  • Gosto dos dias de inverno, quando tudo fica bem branquinho e bucólico e por vezez você até duvida que vai surgir muitas cores e vida nas árvores secas e congeladas.
  • Gosto de sentir e ver cada estaçao, primavera, verao, outono e inverno.
  • Gosto de entrar e sair do carro sem ter medo de ser assaltada. Às vezes nem trancamos a porta ou fechamos o vidro quando vamos sair do carro e voltar depois rapidinho.
  • Gosto der saber que moro num país bilingue.
  • Ao mesmo tempo gosto de saber que aqui se fala mais francês do que inglês.
  • Gosto de saber que quando o feriado cai no fim de semana ele é transferido para um dia útil da semana.
  • Gosto de saber que fiz amizades verdadeiras por aqui em tao pouco tempo.
  • Gosto de perceber que os canadenses sao bem menos frio do que nos tinham dito.
  • Gosto das promoçoes e os preços baixos de coisas que no Brasil pagaríamos uma fortuna.
  • Gosto dos produtos de limpeza que sao aliados super eficientes das donas de casa...rsrsrs
  • Gosto de saber que ganhando o salário mínimo por aqui se consegue viver e ter lazer.
  • Gosto de saber que o governo está "presente" na maioria das vezes quando uma família passa por dificuldades.
  • Gosto de ver que os motoristas dos ônibus sao educados e nao fazem nenhuma distinçao entre os passageiros, como os estudantes, idosos, etc...
  • Gosto de ver como é bom morar numa cidade sem ter medo da violência.
  • Gosto de ver que moro num país menos desigual.

« Fragilidade não quer dizer fraqueza... pois os fortes em algum momento de sua vida também pensam em desistir, mas contrariando os fracos...eles só pensam... »

sábado, 4 de setembro de 2010

Labuta !!!

É, nao estamos aqui só a passeio mesmo nao... hehehe

A questão do trabalho aqui começa a preocupar  logo assim que se chega, quando você só gasta e vê suas economias dando tchau, mas quando se tem um planejamento e controle dos gastos dá pra saber até onde se pode ir. Pra gente, trabalho teria que fazer parte da nossa rotina mais cedo ou mais tarde, por razoes financeiras bem óbvias; mas com a condiçao de que fosse sempre compatível com os nossos planos de estudos. Isso porque pelo menos nos primeiros anos em que estivermos aqui, só trabalhar nao foi e ainda nao faz parte de nossas estratégias. Sendo assim, fomos atrás de algo que nos desse flexibilidade de horário. Sem medo de ir a luta e cair dentro do tal subemprego, que alguns brasileiros costumam denominar. Isto é um fato que já estavamos dispostos e preparados mesmo antes de sair do Brasil, arrumar uma labuta depois de devidamente instalados. Nossa idealizaçao de instabilidade financeira e profissional aqui nao é a curto prazo, mas sim a médio e longo prazo e por isso acho que temos traçado um caminho certo, indo devagar mas por um caminho sólido, porque nao queremos lá na frente ter que voltar e fazer algo que deveríamos fazer agora no início (estudar!). Quem pode se dar ao luxo de só estudar, ótimo, embora eu veja tb desvantagens dentro desta expectativa, mas de qualquer forma este nao era o nosso caso. Encaramos um trampo, ecomizamos um dinheiro, gastamos muito também... rsrsrs e nao nos arrependemos e nem temos vergonha de nossas ecolhas. Realmente ganho menos aqui do que no Brasil, mas vivo muito melhor do que vivia lá.

Aqui em Québec, percebo que se você está disposto a fazer qualquer coisa não vai te faltar emprego nao. Hoje tenho absoluta certeza de que fizemos muito bem em ter escolhido esta cidade para recomeçar a vida. Além de ser um lugar lindo e bom pra se viver, trabalho nao falta, desde que você tenha paciência e disposiçao.
Chegamos aqui em setembro e nao encontramos dificuldades de conseguir trabalho quando começamos a procurar a partir de novembro. Trabalho na minha área nao faltou oportunidade, nao era a das melhores, mas sinceramente nao me sentia segura para isso e nem estava afim de queimar o meu filme sabendo que nao tinha o francês ideal. Entao preferi procurar algo em lojas, restaurantes e comércios ao mesmo tempo em que melhorava o idioma. Como disse na época, trabalhei numa loja de departamento aqui durante o período de festas no final do ano passado e início deste ano, depois saí e fiquei só fazendo o curso de francês da ULaval e recebendo a bolsa (prêt et bourse).
Na mesma época, o Rogério estava trabalhando no restaurante dos idosos como plongeur (lavava as louças) o que permitia equilibrar o orçamento familiar e para ele também estudar francês. O que aconteceu depois? Quando chegou em jan/fev a oferta de mao de obra diminuiu consideravelmente e as horas de trabalho tb e ele acabava só trabalhando umas 3x por semana, sendo 2 delas no fim de semana. Vimos isso acontecer com muita gente e ainda bem que isto nao dura muito tempo nao. Lembrando que aqui ganhamos por hora. Foi aí que surgiu uma oportunidade, indicaçao de uma amigo, para trabalhar num restaurante bem conhecido aqui como aide-cuisinier (ajudante de cozinha). Caiu como luva, porque ele nao trabalharia final de semana, poderia continuar na francisaçao, o salário hora era maior do que no outro restaurante, além de ser bem menos cansativo. Ajudante de cozinha nao é igual no Brasil que faz tudo nao, aqui as tarefas sao bem divididas. Neste restaurante as tarefas consistem basicamente em preparar os alimentos para os cozinheiros no dia seguinte. Cortar legumes, frutas, verduras, separar em porçoes... O ambiente de trabalho neste restaurante é bem agradável e os brasileiros sao super bem vindos. Graças ao primeiro brasileiros que trabalhou lá e abriu as portas para os outros. A rotatividade dos brasileiros acaba sendo grande porque o pessoal fica lá enquanto estuda, faz francisaçao ou equivalências de diplomas, e volta e meia surgi oportunidades para quem esta chegando e/ou precisando. Pode parecer menos glamouroso do que trabalhar em um loja, mas além de ser menos cansativo ainda se ganha mais, disso tenho vivência para falar, como verao a seguir.

Continuando. Com esta nova oportunidade, o Rogério pediu dispensa do restaurante dos idosos, mas ficou trabalhando lá até o "ex-chefe" dele conseguir colocar alguém no lugar, mas se colocou a disposiçao, caso ele precisasse muito de alguém exporadicamente. Já que o cara tb tem um buffet e muitas das vezes que tem eventos na cidade ele é o resposável por prepar a comelância. Tem sido assim até o dia de hoje. O Rogério é uma espécie de coringa para ele, quanda aperta ou precisa cobrir alguém, ele dá uma ligadinha e pergunta se o Rogéerio esta disponivel, quando esta disponível e afim de trabalhar vai, e quando nao esta diz que nao vai e nem por isso o carinha fica com raiva dele ou coisas do tipo. Quando estava de férias na francisaçao, por exemplo, o Rogério trabalhou alguns dias lá cobrindo as férias de um outro funcionário, mas pediu na escala alguns dias de folga e finais de semana, que prontamente foram concedidas. Afinal, viemos pra cá pra ter qualidade de vida e tempo de lazer ou pra ficar de bobeira em casa pra gente é primordial, nem que seja o mínimo, já que no Brasil até o mínimo era dificil.

Como a demanda de mao de obra no inverno (mais em janeiro e fevereiro) caiu muito, cheguei a ficar preocupada de como seria este processo no verao, quando os estudantes entram de férias e vao todos procurar trabalhos temporários em shoppings, restaurantes, comércio e etc. No entanto, quando verao chegou percebi que tinha demanda e vaga pra todo mundo e eu acabei podendo escolher o que queria fazer durante o verao.

Após ter terminado o curso de francês da ULaval, precisava trazer renda pra casa e dessa vez me sentia mais preparada para trabalhar em alguma coisa dentro da minha área de formaçao. Cheguei a pensar a participar do programa PRIIME do emploi québec, recebi a carta de recomendaçao, fiz um excelente contato com uma instituiçao que estava interessada em me empregar, mas acabei desistindo porque neste programa eu tinha que fazer um contrato de pelo menos 6 meses de trabalho e eu nao poderia voltar aos estudos na sessao de outono (no final de agosto). Como o mestrado na minha vida já estava mais do que decidido, desisti dessa história de trabalho na minha área naquele momento. Além disso, estava com a cabeça voltada para o meu projeto de pesquisa que eu tinha um prazo para entregar (condiçao para admissao), além de um curso de ingles que tinha começado. No entanto, ainda precisando de dim dim e nao podendo deixar o maridao sobrecarregado com essa tarefa precisava pensar numa estratégia para levra renda pra dentro de casa. Foi aí que o restaurante onde o Rogério trabalha estava precisando de mais pessoas no verao como aide-cuisinier e eu me candidatei para engrossar o time. Nao ia de segunda a sexta nao, ia umas 3 ou 4x por semana e fazia umas 5/6hs de trabalho por dia, o que dava para eu conciliar com outras atividades da vida diária...hehehe. No entanto, volta e meia eu ainda dava uma olhadinha no emploi-québec para ver se tinha alguma vaga que correspondia as minhas expectativas, que naquela altura do campeonato eu já tinha aumentado o meu nível de exigência, já que estava bem satisfeita com o meu empreguinho temporário no restaurante. Vi muitas oportunidades pra trabalhar como intervenante social com uma clientela bem diversificada em suas opçoes, porém, eu nao queria trabalhar de madrugada, nem fins de semana, queria ganhar mais ou pelo menos a mesma coisa que do que eu ganhava no restaurante, um contrato de trabalho que me permitisse voltar a estudar na sessao de outono e que fosse na área que eu mais gostava. Parecia impossível achar minha vaga com tantos pré-requisitos que eu coloquei aos meus empregadores, né? rsrsrs Nem tanto! Para Deus, realmente nada é impossível, se isso fosse o melhor para mim eu saberia que a oportunidade iria surgir.
Até que surgiu a vaga perfeita no site do emploi-quebec, que se encaixava no meu perfil e no meu sonho de consumo a curto prazo. Enviei o meu CV e carta de apresentaçao por e-mail para o empregador, fui convocada para fazer uma entrevista e acabei sendo contratada para trabalhar como intervenante social num organismo de saúde mental, que funciona como um centro-dia para pessoas portadoras de transtornos mentais. Amo!

Ao contrário do que ouvia falar sobre a dificuldade de conseguir trabalho por nao ter uma experiência canandense, isso no meu caso nao interferiu em nada, pois a minha experiência profissional no Brasil foi considerada, valorizada e definitiva para a minha contrataçao aqui. Palavras dos que me contrataram. Nao tirei nada do meu CV, inclusive o período em que trabalhei aqui em loja.
Sobre o francês ideal... Quando acabei o curso na ULaval no final de abril, achei que ele estava tinindo! Hoje tenho consciência de que o francês ideal só daqui há uns pelo menos 3 anos de Québec. rsrsrs Leva tempo...muito tempo, mas isto é algo que tb já nao me inquieta mais...
Minha grande dificuldade sempre foi a compreensao oral, pricipalmente com todo este sotaque québécois o qual nao estamos acostumados. Costumo dizer que se minha chefe soubesse que no início eu entendia metade das coisas que ela falava, nao teria me contratado. Penso o seguinte, fiz uma entrevista, se o empregador me contratou com este francês que tenho a apresentar, entao voilá!...rsrsrs
Por outro lado, o meu instrumento de trabalho é a linguagem. Preciso falar bem, compreender bem e escrever bem. Sem dúvida nenhuma, trabalhar numa loja ou num restaurante era bem mais facil neste sentido. Agora eu trabalhava dentro de minha área de formaçao, isso tinha um peso pra mim e mais ainda porque trabalhava com pessoas que falavam de sentimentos, emoçoes, conflitos, coisas com e/ou sem sentido e todas as suas abstraçoes e concretudes. Precisava ter uma escuta atentiva, desenvoltura e atençao para as mil e uma coisas que aconteciam ao meu redor ao mesmo tempo. Participar das assembléias com os usuários, passeios, reunioes de equipe, estudos de caso, atendimento telefônico e individual. Nada muito diferente do que eu já fiz no Brasil, se nao tivesse a questao da língua. Os atendimentos individuais e as escutas telefônicas eram sempre mais fáceis, afinal naquele momento eu tinha ouvidos só para uma pessoa... hehehe. Eram quase 8hs por dia de falaçao, na primeira semana quase enlouqueci, a vontade que tinha era de sair da unidade dar um berro na rua e voltar. O cansaço mental era tao grande que o trabalho no restaurante ficou ainda mais moleza do que já era pra mim antes. Uma verdadeira loucura! No entanto, por ser uma área de trabalho que eu gosto, dentro do processo de cuidado que eu acredito, o fardo acabava sendo mais leve. Além de ter sido mais um desafio que vivemos aqui, foi uma grande experiência pessoal, profissional, para o meu francês e também para o meu mestrado.

A relaçao da equipe comigo foi bem surpreendente. Nada de gelo ou coisinhas do tipo. Recebi uma excelente recepçao e apoio e olha que eles nunca tinham trabalhado antes com imigrante. Meu contrato era até o final de julho e me pediram para ficar por mais um tempo. Combinei de ficar até a última semana de agosto antes do inicio das aulas no mestrado. Expliquei que precisava me dedicar exclusivamente ao mestrado pq para mim seria dificil por ser em outra lingua e eles entenderam perfeitamente. Aos usuários fiz promessas de voltar de vez em quando e fazer um petit tour (uma visitinha básica) de vez em quando.

Bem, é isso. Este post demorou mas saiu. "Foi mal" pelo tamanho, mas tentei escrever o mais importante e resumir o máximo possível.


"Grandes realizações são possíveis quando se dá importância aos pequenos começos."
( Lao Tzu )

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Cirque du Soleil e Village Vacances Valcartier !


Cirque du Soleil - Totem
Fomos ao espetáculo do circo aqui na cidade. No início nao queríamos gastar dinheiro com o ingresso já que o que nao falta nesta cidade é diversao barata e 0800, mas nao resistimos e compramos um ingresso com preço intermediário mas com desconto para estudante.
Sempre quiz assistir um espetáculo do cirque de soleil no Brasil, mas lá era tao caro que pra gente estava sempre fora de cogitaçao. No ano passado cheguei a escrever um post sobre o espetáculo Ovo, coreografado pela carioca Débora Colker, que infelizmente nao deu pra gente ver pq ainda nao estávamos aqui.
Tiramos agumas fotinhos externas pq nao pode fotografar lá dentro. A área destinada ao espetáculo era menor do que eu pensava, tirando por base o tamanho da tenda, mas nada que influenciasse a qualidade, permitindo de fato um ambiente de circo. Quase 2 horas de espetáculo e a gente de boca aberta! Além das acrobacias e malabarismos, nao poderia deixar de citar o show a parte dos efeitos de iluminaçao e som. Coisas que jamais pensei em ver com tamanha perfeiçao. Sem contar que toda a música do espetáculo era tocada e cantada ao vivo por profissionais. Nao vou nem falar da segurança, organizaçao e pontualidade pq isso aqui é padrao. Gente, valeu a pena cada dolarzinho dado e agora vou querer ir todo ano.rsrsrs







Village Vacances Valcartier
Lá fomos nós acompanhados de amigos, em pleno domingao, antes do início do período letivo, num dia quente e ensolarado devido a uma canicule tardia, no último dia de funcionamento de um parque aquático. Nao teria como nao ser perfeito!
Já tinha ido a este parque num passeio pela ULaval no inverno, que obviamente trazia uma diversao diferente e com muita neve. Em ambas as estaçoes a diversao é garantida, mas no verao ainda é muito melhor por ter mais opçoes. Sem contar que pudemos fazer aquela farofada tradicional daqui (pique-nique) nos banquinhos destinados para isso. Muito, mas muuito bom!



terça-feira, 24 de agosto de 2010

Haaa o verao...

.... ele está se despedindo, embora, teoricamente, a sua despedida aqui no hemisfério norte deveria ser lá pro dia 22 de setembro.

Como fez calor nesta terra!!! Sério! O verao conseguiu me surpreender mais do que o inverno, graças a canicule (ondas de calor). Teve dias que a sensaçao térmica chegou à 43°C, às 20hs. Aquele vento gelado que é frequente por aqui mesmo nos dias de sol, desapareceu. Com muita humidade parecia que estávamos no Rio de Janeiro. Menosprezei o ventilador e a possibilidade de muito calor na terra gelada e consequentemente teve um dia que dormimos na sala por nao aguentarmos a temperatura da casa. Nao esquecendo que as casas aqui sao feitas para reter calor. O mais surreal foi ter ido às lojas e visto que os ventiladores e ar condicionados estavam esgotados e ainda por cima ler um bilhetinho de desculpas dizendo que nao existe mais esses produtos nos estoques por motivos que fogem ao controle deles. hahaha. Pelo que dizem, todo ano é a mesma coisa, quem deixa pra comprar esses artigos na última hora, se ferra.
Por sorte, a canicule nao dura muitos dias. Graças à Deus!! Continuou fazendo sol e um calorzinho por aqui, mas bem mais suportável. Pra vcs terem uma idéia, escurecia por volta das 21hs da noite, coisa que no inverno acontece às 4hs da tarde!
Mas a melhor parte é que moramos num lugar bem arborizado, com uma piscina e banheira de hidromassagem ao ar livre, entao tiramos muito proveito deste pequeno luxo, nesta vida de imigrante pobre. Só pelo verao já valeu à pena pagarmos um pouquinho mais alto no aluguel daqui.

Pra variar, continuo ouvindo que a primavera e verao deste ano foi atípico... mas quente do que o normal. Bem, se o inverno tem sido menos longo do que o normal e o verao mais quente, é reforçado a teoria dos fins dos tempos. hauhauhauahua. Engraçado escutar os quebecas falando assim, espera o próximo inverno, espera o próximo verao pra vc ver... Dá até medo!!!! Outro quebeca disse que é um bienvenue para os novos imigrantes. Já o senhorzinho simpático que mora ao nosso lado disse que este inverno e verao foi un cadeau du Seigneur para mim. Fofo!

Enquanto isso, a gente curti os últimos rastros do verao por aqui e a temperatura já começa a cair gradualmente, principalmente à noite e o sol começa a desaparecer cada vez mais cedo, revezando com os dias de chuva. Já o vento gelado... sutilmente começa a dar o ar de sua graça...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Mais uma magrela!

Coisas que acontecem por aqui no Québec... Estava meu maridinho lindo saindo ontem de casa de manha cedo para às aulas na francisaçao que retornaram esta semana, até que ele dá de cara com outra magrela hehehe. Ela estava bem na frente da portaria do nosso prédio, com um bilhetinho irresistível "Un cadeau pour vous. S'il vous plait, le prends".
O que acho o maior barato aqui é que quando as pessoas se desfazem de algumas coisas como microondas, Tv, bicicletas, costumam deixar próximo a calçada ou perto do lixo, às vezes até com um bilhetinho dizendo se funciona ou se nao funciona.

Taí a foto da bonitinha ainda com os pneus carequinhas e sujinha. A gente vai dar um "trato" nela! hehehe

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Vai entender!

Tem coisas que acontece que a gente nao entende mesmo e talvez nunca vá entender.
Como eu já escrevi aqui, passei por um momento de briga com a internet, diga-se blog e comunidades do orkut, foi quando também quase decidi abandonar este barco e saí de comunidades no orkut que falavam sobre imigraçao ou viver aqui no Canadá. Hoje vejo bem que esta é uma fase em que a maioria dos imigrantes passam mais cedo ou mais tarde, principalmente os que tem blog. Alguns optam por continuar a postar, abandonar o blog, excluí-lo, se despedir e nao atualizar mais ou fechar para convidados. Os motivos sao diversos, mas o que mais pesa é sempre a falta de tempo e/ou a exposiçao. O que a meu ver é perfeitamente compreensível. Como eu já disse, minha decisao de mantê-lo atualizado e aberto continua de pé, pelo menos por enquanto.

Nao tenho como negar que desde que criei este espaço ele muito me ajudou, sem falar dos grupos de discussao do yahoo e comunidades do orkut, principalmente a comunidade Quero ir para Québec do qual chegamos a participar de alguns encontros no Rio de Janeiro. Fizemos amigos, conhecemos pessoas, trocamos idéias e informaçoes, além de termos tirado diversas dúvidas e compartilhado um pouco dos nossos sonhos em terras canadenses.

No entanto, venho aqui desabafar com unm acontecimento que me surpreendeu. Participava de uma comunidade de pessoas que moram ou pretendem morar aqui e na época em que "estava de mal" com a internet tb excluí esta comunidade da minha lista, hoje, ainda nao voltei para todos aqueles espaços de discussoes, entao nao sei nada do que ocorre por lá. Até que fui surpreendida com a informaçao de um conhecido de que todos os meus comentários foram excluídos. Precisei ver para crer! Inclusive tem um tópico que o moderador ainda cita meu nome indicando a informaçao que tinha postado acima. Vai ver ele esqueceu de excluir o comentário dele de "Legal, Gi...", já que ele excluiu o histórico de participaçao da Gi. O mais estranho é que até agora nao entendi o motivo, afinal pedi e compartilhei lá informaçoes que inclusive algumas postei por aqui, como procura por imóveis, cursos de francês que fiz aqui, impostos, entre outros. Sem jamais  ter ofendido alguém! Bizarre!!!! A esta altura do campeonato, já até fiquei sabendo que outros tb tiveram os cometários excluídos. Bem, este é o tipo de comunidade o qual agora faço questao de nao participar, porque já que o moderador (que diga-se de passagem agora é um fake) nao respeita aquele espaço de troca de informaçoes nao tem razao de eu continuar lá. Pode ser que ele nao goste de ler os comentários alheios que nao reforcem o seu ponto de vista. Ainda acho que o motivo dele ter feito isso deve ter sido por alguma razao pessoal exclusivamente dele, bem exclusiva mesmo ... Ou talvez ele precise muito daquele espaço para fingir ser uma pessoa que nao é... O que tem de lobo em pele de cordeiro... só convivendo de perto pra saber... Enfim, nao vou dizer o nome da comunidade e antes, nao queria nem trazer este assunto para cá nao, mas nao aguentei. Agora vou deixar minhas teorias de lado em relaçao a isso e já que desabafei no MEU espaço tb vou deixar este assunto por aqui. Sem apagar o histórico deste espaço que de fato é meu.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Ginecologista

Oi, pessoal! Este post já pelo título indica que é mais direcionado às mulheres, entao vamos lá!
Quando a gente sai do Brasil procura fazer todos os exames possíveis e impossíveis pensando em nao só se prevenir mas tb com um poquinho de medo do sistema de saúde québécois que alguns contam verdadeiros horrores sobre. No entanto, cedo ou tarde a gente acaba tendo que conhecer e se habituar com a rotina do sistema de saúde daqui, que eu pelo menos tenho tido boas experiências até o momento, embora nunca tenha precisado de uma emergência.  Em outro post eu conto como foi a minha outra experiência com um especialista já que se tratou de exames oftalmológicos.

Queria muito ir ao ginecologista para fazer os exames anuais de rotina e para que ele me receitasse um novo anticoncepcional, já que os que eu trouxe do Brasil acabaram e aqui a gente só pode comprar com receita.

Para conseguir a consulta:
Perto de casa tem uma clínica que atende com ou sem rendez-vous (agendamento). Liguei e perguntei se poderia agendar uma consulta mesmo sem ter médico de família (nao posso falar bem ou mal sobre, porque até agora nao precisei de um e nem cheguei a tentar ter um). A atendente disse que para ginecologista eu nao precisava de médico de familia, mas que eles nao tinham mais esta especialidade disponivel lá na clínica e me deu 2 outros telefones de contato de outras clínicas para eu verificar.
Ambas as clínicas sao mais distantes de Sainte-Foy, de ônibus levam cerca de 1h30/2hs para chegar, mas de carro ridiculamente 25 minutos, no máximo! Escolhi a mais perto e liguei. Reforcei que nao tinha médico de familia pra nao ter nenhum equívoco, novamente me foi confirmado que eu nao precisava, perguntou se eu tinha a carte d'assurance maladie (p/ quem nao sabe, é o cartao que dá direito a acessar o sistema de saúde do Québec gratuitamente, só para residentes da província, já que para outros os serviços nao sao gratuitos). Consulta agendada com quase 3 meses de antecedência! Antes disso nao tinha mais vaga. Até entao tudo bem, com a minha médica preferida no Brasil eu tb tinha que agendar com uns 3 meses de antecedência para conseguir uma vaga, isto com plano de saúde. Bem, como vcs viram foi bem fácil conseguir um atendimento agora bastava saber como seria o atendimento, que acabou sendo antecipado em 2 semanas por solicitaçao da clínica.

Dia da consulta:
Cheguei na clínica 5 minutos antes do horário marcado. Clínica grande, dentro de uma galeria comercial no estilo dos shopping que tem por aqui. A surpresa ficou pela quantidade de pessoas na sala de espera. Crianças, idosos, mulheres... mais de 30 pessoas aguardando sentadas nas cadeirinhas. Muitas salas de atendimento, tudo limpo, arrumado, organizado como qualquer grande clínica particular no Brasil. Por um instante, achei que iria mofar ali devido a quantidade de pessoas que vi, mas depois percebi que eles fazem atendimento às diversas especialidades e também atendimentos sem rendez-vous e por isso estava muito cheio. Fui direto ao balcao de recepçao, informei o horário da minha consulta, meus dados e mostrei a Carte d'assurance maladie. Sentei na cadeirinha pra aguardar minha vez e tcham! Fui chamada no autofalante pelo médico na hora exata em que marquei a consulta. Nao esperei nem 3 minutos sequer!
O atendimento em si nao durou mais que 15 minutos, com as questoes normais e exames habituais que fazemos no Brasil, mas nada de ultrassonografia. O médico falava muito rápido, deixando bem evidente que estava com pressa, mas nem por isso deixou de ser atencioso e simpático. Respondia todas as minhas questoes e ainda me fazia outras milhares sobre o Brasil e o Rio de Janeiro. rsrsrsrs. Disse que o laboratório só iria me ligar para dar o resultado dos exames caso desse algum problema neles. Medonho!! hihihi. Disse também que fora isso eu deveria voltar no prazo de 1 ano para fazer as consultas e exames de rotina anual e que quando eu quizer engravidar para voltar e avisar que eles fariam exames mais detalhados, fora isso, só mesmo os exames de rotina.

Na farmácia:
Fui comprar o remédio na farmácia e estranhei o fato deles ficarem com  a minha receita. Questionei como eu faria pra comprar mais nos próximos meses. A atendente disse que a partir daquele momento eu seria cadastrada no sistema e nao precisaria mais da receita, bastava eu fornecer meus dados que eles iriam verifar antes de vender o medicamento prescrito. Eita, micao da Madame aqui no primeiro mundo! hehehe Logo depois que paguei quem me entregou a caixinha de remédio foi a própria farmacêutica que explicou como tomar (como se eu nao soubesse, mas nao poderia cortar o barato do atendimento), os efeitos colaterais e ainda fez questao de se certificar que eu nao tinha nenhuma questao.

Sobre o meu ponto de vista:
Sabemos da escassez da mao de obra na área da saúde aqui, aliada a toda burocracia das ordens profissionais que impedem os imigrantes de trabalharem e melhorarem a situaçao deles e da populaçao. No entanto, tirando os pbs com as ordens profissionais, ainda tenho admiraçao ao sistema de saúde do Québec. Considerando minhas humildes avaliaçoes e críticas pessoais baseadas em experiências no Brasil e no que eu acredito, por isso fiz uma avaliaçao positiva deste atendimento. Tive um atendimento gratuito, respeitoso, competente e que correspondeu as minhas expectativas, entao... até aqui tudo bem.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Mestrado, tô dentro!

O dilema da equivalência de diplômas já está resolvido há pelo menos uns 4 meses.
Após pensar nos prós e contras no final de abril resolvi fazer o pedido de admissao para o mestrado em Service Social da Université Laval. Apesar de saber que excessos de qualificaçoes (mestrados, doutorados, pós-doc) muitas vezes te excluem do mercado de trabalho por aqui, um diplôma canadense será bom profissionalmente para mim aqui ou em qualquer parte do mundo, independente do lance da ordem profissional e foi nisso que pesou a minha escolha. Qualquer cursinho de 6 meses no CEGEP passa a ter um peso na hora de se inserir no mercado de trabalho e é por isso também que alguns imigrantes resolvem investir em estudos. O que eu acho bom que seja feito logo nos primeiros anos de chegada do que mais tarde.
Fazer o curso técnico de 3anos do CEGEP de Techniques de travail social sempre esteve fora de cogitaçao, porque além de ser um curso longo o curso técnico nao dá acesso a ordem e para trabalhar como técnico o meu diplôma do Brasil é mais do que suficiente.
O único receio que tinha em relaçao ao mestrado era a possibilidade que existia  de que depois da avaliaçao do meu dossiê a universidade pedisse para fazer diversas disciplinas compensatórias antes ou durante o mestrado, o que poderia fazer com que o seu tempo de duraçao médio de 2,5 anos virasse 4 anos. Aí ninguém merece!!!
Bem, eu tinha que pagar (42$ de inscriçao) pra ver. Mandar o meu histórico, diplôma e equivalência de estudos feita pelo MICC, que embora a universidade nao peça já que ela faz a sua própria análise, eu fiz questao de enviar... hehehe. Juntei a papelada devidamente traduzida (recorri ao Fabrice Bouchard de novo para traduzir o que faltava), fiz um currículo e carta de motivaçao seguindo modelos que peguei na internet e enviei tudo pelo correio. Enviei depois do prazo, sem ter nem orientador de pesquisa. Confiei nos rumores de que a universidade precisava de alunos e na boa aceitaçao e conceito da Université Laval com alunos estrangeiros. Sem contar que pelo que tenho visto aqui entrar em universidade e CEGEP é mais fácil do que conseguir o CSQ.
Aguardei umas 4 semanas até receber um e-mail dizendo que  eu deveria enviar ainda um projeto de pesquisa pra ser analisado e depois fazer um teste de inglês (TOEIC) e francês (TFI), obtendo a pontuaçao exigida no manual. Xiiiii.... tava complicando? Q nada! Ainda estava confiante pq sei bem que na maioria dos casos quando a pessoa nao atinge a pontuaçao exigida nos testes de língua a universidade dá como opçao para o aluno que ele a estude junto com o mestrado, na própria universidade. Sei disso porque quando fiz o FLE (Français Langue Étrangère) no inverno, nas minhas aulas de gramática e de redaçao sempre tinham alunos do mestrado e do doutorado com a gente.
Fui lá no bureau pedir para eles me increverem nos testes que sao feitos lá mesmo na universidade, mas a secretária falou que eu deveria primeiro entregar o projeto e depois de ser avaliado eles marcariam os testes, antes do período letivo.
Projeto feito e entregue. Aguardei 2 semanas para avaliaçao até receber em casa uma correspondência de aceitaçao, com algumas instruçoes e grade de disciplinas do curso. Fui aceita!?!?! Iuuupi?!?!! Voltei no bureau e falei que nao tinha feito as provas de línguas ainda se era certo que eu tinha sido aceita e tal... A dona moça disse que eu tinha sido isenta do teste de francês por conta daquele curso de francês que fiz na universidade. Quando fiz o currículo, coloquei lá  que eu tinha feito o microprograma do FEL no nível intermediário-avançado pra ver se dava uma "forcinha" no processo de avaliaçao. Eles nao só consideraram como fuxicaram o meu histórico de notas do curso! ....  Mas e o teste de inglês?! Como para este a pontuaçao exigida era baixa, o suficiente apenas para leitura de algumas bibliografias indicadas pelos professores, a dona moça falou que eu fizesse depois um cursinho de verao da universidade, caso eu nao me sentisse à vontade com a língua. Putz! Nao vou discutir, né? Nao ia queimar meu filme e dizer que eu nao me sinto nada a vontade com o inglês!!! rsrsrs. Até pq já estava nos meus planos retornar os estudos de inglês o quanto antes.
No final das contas, nao precisei fazer teste nenhum de língua, vou poder decidir o orientador de pesquisa durante a primeira sessao do curso e eles me exigiram apenas 1 disciplina compensatória de métodos quantitativos, que vou cursar agora na primeira sessao junto com outras disciplinas do mestrado.
Tô dentro! Feliz, satisfeita e pronta pra encarar o bicho-papao do rítmo de estudos da universidade. No final do mês que começa o ano letivo (sessao de outono) e euzinha super animada para voltar ao espaço universitário da ULaval que tanto me seduz e onde vou ficar nos próximos 2,5 anos.

sábado, 31 de julho de 2010

Chez Dagobert e Base de Plein Air de Sainte-Foy

Nos extremos da curtiçao duma night em Ville de Québec à um fim de tarde no parque.
Fomos com 2 casais de amigos curtir a night de Québec. Night pra gente e balada para os nossos amigos de Sao Paulo... hehehe. Já fomos em alguns restaurantes e Pub's por aqui, mas há tempo que eu quería mesmo conhecer "a vida noturna" huahauhaua. Duas amigas fizeram a gentileza de me convencerem a ir à Dagobert, numa sexta-feira onde naquele dia o que eu mais desejava era o aconchego do meu lar. O plano era partir pra nightclub mais badalada e antiga da cidade de Québec.  O endereço nao poderia ser outro que nao a Grande Allée, onde à noite ferve em Québec... kkkkk
Chegamos lá por volta das 22hs mas só começou a bombar mesmo à partir das 23hs. Gente, o local é fantástico! Enorme, cheio de gente bonita e animada. O jogo de luzes e som dentro e fora da boate é simplesmente espetacular. Pela primeira vez na vida vou num lugar desse onde chego em casa sem estar com o cabelo fedendo a cigarro, porque ninguém ousava acender lá dentro. Pra ficar melhor ainda nao paga a entrada. 0800!!!!! Você só paga o que consome. Um dos andares tem show com bandas, que dependendo da banda a entrada neste andar passar a ser paga.
Fica aí a dica, principalmente para os solteiros(as) de plantao que acham que a pacata Québec nao tem o que fazer à noite. hihihi
Outra coisita que eu tenho que comentar aqui. Fiquei chocada de ver os trajes das menininhas numa night daquela. Sabe aqueles shortinhos mais bonitinhos que no Brasil a gente usa pra ficar em casa ou ir na padaria comprar pao? Entao, no verao elas usam pra ir ao shopping e tb pra sair à noite. A super produçao delas fica só por conta dos cabelos ornamentais e da maquiagem carregada. rsrsrs





No dia seguinte, passamos à tarde na Base de Plein Air de Sainte-Foy. Lugar que eu estava querendo voltar já há um tempinho pra curtir o verao, pois é tao pertinho de casa e a única vez que fui lá foi em setembro do ano passado quando um quebeca nos levou.
A entrada no parque é gratuita, mas algumas atividades sao pagas. Por exemplo, se quizer entrar no lago (2$). Andar de pedalinho, canoa ou caiaque 5$ durante 1hora. Preços para residentes. No lago, na parte onde é possivel entrar pra se banhar tem uma raia limitando até onde os pimpolhos e os marmanjos podem ir e na pequena extensao de areia salva-vidas vigiando. Mas eu estava mesmo era querendo curtir a bela paisagem e o lago no caiaque. Lá fomos nós! Q delícia de tarde!

A "prainha"


Na companhia dos patos


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Férias na francisaçao

Nos últimos meses tem acontecido muitas coisas legais pra gente. Como já faz um tempo que nao escrevia nada sobre estudos e trabalho, vou tentar fazê-lo aos poucos, atualizando as novidades, que algumas já nem sao tao novas assim. Vou começar pela francisaçao do Rogério.
Como eu disse num post antigo, ele conseguiu mudar de turma na francisaçao do MICC no início do ano. A coordenadora do CEGEP viu de fato que o nível dele era mais avançado do que o da turma de básico de lá. Transferiu ele para a turma de francisaçao do MICC que ocorre na Universidade Laval pq disse q nao tinha mais vaga para intermediário no CEGEP, mas quando ele chegou na ULaval tb nao tinha vaga lá ( lembram como eles sao organizados?! ). Entao, o professor falou que iria colocar ele numa turma de básico forte na ULaval. A mudança do CEGEP para a universidade nao poderia ter sido melhor, primeiro porque o nível da turma era bem melhor mesmo, segundo pq eu estava fazendo o curso de FEL da universidade entao almoçavamos juntos quase que diariamente, terceiro pq ele pode desfrutar dos privilégios da universidade principalmente do centro esportivo PEPS, como qq outro aluno da universidade escrito a temps plein.
Está semana o curso entrou de férias e só retorna em agosto, como tudo nesta cidade. Aqui o ano começa em agosto, é impressionante!!! Mas o que importa é que ele tem gostado muito da francisaçao e aprendido muito tb, terminou o nível básico e o intermediário como o melhor aluno da turma. Detalhe que o nível de francês do Rogério quando chegou aqui era básico quase 0. O fato dele ter se inserido no mercado de trabalho logo que chegou ajudou muito também. Q orgulho do meu maridinho!!!! hehehe Em agosto começa o nivel avançado e até o final do ano ele terá concluído o último módulo da francisaçao (avançado). Após tem o curso de francês escrito (que é opcional) e voltou a ser dado pelo MICC, só que agora sem bolsa auxílio e com uma carga horária mais reduzida.

domingo, 18 de julho de 2010

Colhendo os frutos

Sempre achei esse negócio de poder colher frutinhas direto da árvore o máximo! hehehe. Aqui em Québec desde junho começaram as colheitas que vao até o fim de outubro. Começando pelos morangos, framboesas, mirtilos (vulgo bleuets), ameixas, pêras e terminando nas abóboras, de acordo com o período das colheitas. Fomos há uma das diversas fazendas disponíveis para a auto-colheita na Île d'Órleans. Nesta funcionou assim, pagamos 7$ (por casal) e tínhamos direito a encher a cestinha e levar as frutinhas pra casa, além de poder comer á vontade por lá. Fomos atrás das colheitas de morango, mas já tinham acabado na maioria das fazendas, entao essa vai ficar para o ano que vem e agora desfrutamos das framboesas. rsrsrs

Para quem está por aqui, segue a dica deste site com os endereços das colheitas na cidade, bem como as datas e as frutas : autocueillette




quinta-feira, 15 de julho de 2010

Ufa! Agora temos uma caranga!

Falando de carro + carteira de motorista + transporte público na cidade

Compramos um carrinho!! Usado pq ainda nao temos como comprar um novo por aqui. O modelo escolhido foi um MAZDA MPV 2000. De qq forma, era do jeito que eu queria, grande (7 lugares) e marcha automática. Estamos bem satisfeitos e contentes com a nossa compra. Aliás, comprar carro aqui realmente é beeeeeem mais em conta $$$ do que no Brasil, seja novo ou usado, como já tinha ouvido falar.

Agora estamos motorizados, quer dizer, como de costume o Rogério motorizado e eu de carona, né?  hehehe. O Rogério fez o exame teórico e prático no inverno passado para pegar a carteira daqui. Nas 3 provas do exame teórico, passou em 2 e ficou reprovado em 1, entao depois ele fez só essa 1 de novo e passou. Na prova prática passou de primeira um dia depois de nevar. Quanto a mim? ... ha... eu... me f@$ de verde e amarelo. Isso pq nao tinha carteira de motorista no Brasil e desde o início deste ano passou a vigorar uma lei onde fazer auto-escola aqui agora é obrigatório. Antes, o pai, o vizinho ou seja lá quem for podia ensinar ao futuro condutor, que depois bastava ir lá fazer as provas e passar para ter a carteira. Agora terei que gastar uma graninha pra pagar a auto-escola e conseguir minha carteira de motorista que aqui tem me feito mas falta do que no Rio de Janeiro.

Com sinceridade e sem floreios, se tem uma coisa que me decepcionou nesta cidade foi o transporte público. Naaaao, meu caros! Nao estou falando de motoristas mal-educados e nem de ônibus caindo aos pedaços nao. Me refiro as limitaçoes que temos quando dependemos exclusivamente de busao em Ville de Québec. De fato nao é impossível de viver aqui sem carro, mas que com ele é bem mais fácil, é! Antes de vir para cá quase nao lia as pessoas escreverem sobre o transporte aqui na cidade. Ouvia dizer que no inverno é complicado e tal por causa dos atrasos quando há tempestades de neve ou por ter que ficar esperando no ponto com temperaturas negativas. Porém, se engana quem pensa que no verao o pb está resolvido, pq vc quer passear e curtir a cidade e acaba ficando limitado sem um carrinho. Sem contar que as grandes lojas e supermercados mais baratos ficam próximos às rodovias onde passam poucas linhas com uma frequência bem reduzida. E nao adianta vir com aquela história de morar perto do 800, 801, 7, 11 e blá-blá. Eu moro perto destas linhas e digo que estes busoes nao vao te levar à todos os lugares da cidade, mas aos principais como o centro, universidade, cégeps e  alguns shopping's. Aí vc fala... entao tá tranquilo se eles vao até lá. Em parte, nada de curtir a night até altas horas da madruga ou ficar naquela festinha na casa dos amigos até mais tarde sem se preocupar com a hora de voltar, pq a maioria das linhas só passam até no máximo às 1:30 da madruga e depois só retornam à partir das 5:25. Isto durante a semana, final de semana a situaçao é ainda mais complicada... No Rio me lembro que nao me importava de sair da Lapa ou do Centro sozinha em qq horário q fosse pq tinha busao, trem e barca 24hs, mesmo fazendo "baldiaçao" sabia que chegaria em casa. Sao pequenas coisinhas que no dia-a-dia fazem toda a diferença. Estou dividindo isso com vcs pq antes de ter vindo para cá gostaria muito de ter tido noçao disto.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Após um recesso da vida virtual... Voltei!

Alguns nao devem ter entendido muito bem o que se passou nas últimas semanas, aliado ao fechamento, suspensao e quase abandono do blog. Antes de qualquer explicaçao, queria dizer que estamos bem. Vou ser muito sincera com vcs, nao vou dizer o que já quase virou jargao que é a «falta de tempo ou  novidades» que me desmotivou a manter o blog, porque pelo menos no meu caso isto nao é verdade. Embora esteja muito ocupada sim nas últimas semanas (pode ser que mais tarde escreva sobre isso em outro post), quando quero sempre encontro tempo para acessar a internet, nem que seja de madrugada. Além disso, o cotidiano no Québec continua nos trazendo muitas novidades e estao longe de serem monótonos. Acontece que andei passando por um momento de reflexao do blog e de nossa vida pública na internet, orkut, facebook e etc. Passei por uma fase que nao queria mais escrever aqui e nem tornar mais nada público. Nao recebi mensagens ofensivas ou grosseiras, mas simplesmente nao queria compartilhar mais a minha vida com "certas" pessoas, assim como também nao quero saber da vida delas e "fiquei de mal" com  a internet. rsrsrs

Pensei em excluir o blog mas fiquei com pena de tudo o que já tinha escrito por aqui. Entao resolvi suspendê-lo, fechando-o, onde só EU tinha acesso à ele, mas estava decidida a nao escrever mais nada. No entanto, eis que pensaram que eu tinha fechado o blog só para convidados. Putz! Nao gosto desta história de blog fechado quando ele nasce aberto. Ficava tiririca quando estava no Brasil acompanhando um blog e a pessoa resolvia fechá-lo depois. Apesar de que, hoje que estou do lado de cá compreendo melhor a atitude dos que resolvem fechar os blogs ou optam por nao mais atualizá-los. Porém, para mim esta primeira opçao ainda está descartada e nao vejo necessidade. Por outro lado, sempre achei e desejei  que a vida últil deste blog fosse bem longa, mas hoje tenho minhas dúvidas se o conseguirei manter por muito tempo levando em consideraçao o fator vontade do momento.

Inicialmente criamos o blog como os objetivos de reunir e compartilhar informações, fazer com que este espaço seja um meio de manter informadas famílias e amigos, além de ser um instrumento de válvula de escape deste processo pré-Canadá. Acabei analisando que informaçoes sobre a parte burocrática do processo de imigraçao nao podemos mais dar porque muita coisa já mudou e continua mudando desde que demos entrada no nosso processo há 2 anos. Outra coisa  é que a maioria dos nossos parentes que estao no Brasil nem acompanham tanto nosso blog, os amigos mais próximos estao sempre atualizados pq nos falamos por telefone, orkut e msn. Apesar disso, dei um tempo para mim e para o blog para decidir o que fazer. Decidi nao excluí-lo por respeito a mim e a nao fechá-lo e vir aqui dar uma satisfaçao por respeito à maioria dos queridos visitadores desta página, principalmente aos que me incentivaram a mantê-la viva. Optei por continuar a atualizá-lo, talvez com menos frequência e com menos coisas pessoais, mas postando coisas do dia-a-dia que podem ser até mais interessantes. Afinal estou aqui tb para me divertir, como num momento de lazer e digo que este momento de recesso tb foi necessário.

Agora, uma imagenzinha para este post ficar menos pesado hehehe

domingo, 27 de junho de 2010

Mondial de soccer: la même passion, du Brésil à Québec

Nossa torcida foi publicada no jornal.
Nous sommes là...Vamos que vamos! Porque é muito bom fazer parte deste time!

Publié le 26 juin 2010 à 05h00 - Journal Le Soleil
Mondial de soccer: la même passion, du Brésil à Québec

« La clameur qui provenait du restaurant La Cage aux Sports à Laurier Québec, vendredi avant-midi, contrastait avec la tranquillité matinale du centre commercial. On aurait cru à un match de hockey en séries éliminatoires, mais c'était plutôt la grandissante communauté brésilienne de Québec qui était venue souligner l'affrontement Brésil-Portugal de la Coupe du monde.

Bien des curieux se sont attardés devant la vitrine pour observer les quelque 80 partisans vêtus de chandails jaune et vert qui suivaient avec passion les tribulations du ballon rond sur les écrans géants.

«C'est la troisième fois que nous sommes ici, et nous reviendrons lundi!» explique Pedro Simonard, par-dessus le tumulte des tambourins et des cris d'encouragement. Ses yeux ne quitteront jamais l'écran géant plus de deux secondes durant l'entrevue. «C'est notre sport national, au Brésil. Là-bas, tout le monde a congé quand il y a des matchs importants», raconte-t-il.

C'est pour récréer cette ambiance que l'Association des étudiants brésiliens de l'Université Laval, dont M. Simonard est vice-président, organise ces rencontres à La Cage aux Sports.

«C'est aussi une opportunité de s'insérer dans la culture québécoise et d'échanger, parce qu'il y a aussi des Québécois qui sont venus», précise Pedro Simonard.

Parce qu'au-delà des amateurs de soccer, il y a une autre réalité : celle des immigrants brésiliens qui sont de plus en plus nombreux à choisir la capitale pour construire une nouvelle vie. «Moi et ma famille, on est ici depuis presque trois ans», explique M. Simonard. «Quand nous sommes arrivés, en juillet 2007, il n'y avait pas beaucoup de Brésiliens. Maintenant, nous som-mes plus de 300», estime-t-il. »