domingo, 1 de novembro de 2009

Pra quando o inverno chegar

Essa neve toda que vcs viram no post anterior só durou uns 2 dias, já derreteu toda e agora o chão está cheio de folhas novamente, de acordo com a estação do outono. Mais a natureza se transformou rapidamente, as árvores que tampavam minha varanda com todas as suas folhas, agora só tem galhos com algumas meia dúzias de folhinhas que ainda resistem. Os esquilos estão menos serelepes e da minha janela não tenho mais visto eles fazerem a "reunião de fim de tarde".
Por todo lado já podemos ver o povo se preparando para o inverno e para a neve que vem e que deve permanecer durante alguns meses, penso eu que até março. É impressionante como existe toda uma preparação mesmo, e não estou falando só das vestimentas não. Por exemplo, as entradas de alguns apartamentos e casas já tem as cabaninhas de lona, as tendas de lona tb já foram montadas nas casas que não possuem estacionamento interno e mesmo nos apartamentos onde existem estacionamentos internos eles colocaram tendas nas entradas dos estacionamentos e em algumas descidas mais inclinadas chegam a ter carvalho no chão para criar um maior atrito entre o pneu e o chão e diminuir os deslizes. Nas ruas e calçadas, estacas, como se fossem cabos de vassouras, com o objetivo de sinalizar melhor aos carrinhos que retiram neve, assim fica mais fácil distinguir, grama, calçada e rua. Enfim, as fotos abaixo demonstram melhor o que tentei descrever. Conheço pessoas que irão estocar frutas no freezer porque dizem que no inverno os preços vão as alturas! Tudo muito bem pensado e articulado.
Falando ainda em preparação para o inverno, sabemos que no inverno o que mais ocorre por aqui são os incêndios. Voilà! Dias desses pela manhã, como todos os outros dias, estava eu no curso de francês, eis que na hora da prova toca a sirene de incêndio e consequentemente fomos praticamente expulsos da sala de aula por um dos monitores da escola. Como na verdade fomos expulsos alguns poucos minutos antes da sirene começar a tocar, no começo não entendi muito bem o que se passava, mas sabia que eu tinha que sair da sala e deixar tudo como estava. Pensei em ir até o meu armário no corredor para pegar a minha jaqueta, luvas, cachecol e touca (kit para o frio), mas quando vi que outros alunos da minha turma haviam sido impedidos de pegar qq coisa, segui o fluxo em direção a porta e só levei minha mochila mesmo.... O curso funciona dentro de uma comissão escolar e tem mais de 100 alunos que estudam normalmente diversas disciplinas, a maioria adolescentes e alguns adultos tb (como se fosse um supletivo em horário integral). Pois bem, ficou esse povo todo do lado de fora aguardando autorização para voltar às salas de aula, porque se tratava apenas de um teste de incêndio. Aff!!! Mas ainda bem que era apenas um dos diversos testes que teremos pela frente. Putz! Coitada de uma adolescente canadense que estava vestida no estilo "periguete", do lado de fora estava toda encolhida no frio, com as suas roupas coladas e naaaada térmicas, pelo visto tb não conseguiu pegar seu casaquinho. Eu, por sorte peguei um dos 3 casacos que meu amigo brasileiro Marcos conseguiu retirar do armário dele. hehehe. Nossa turma de francês, e a maioria de imigrantes, foi a última a sair do prédio. Por que será??? kkkkkk. Lição? Não vou mais deixar o meu casaco de frio dentro do armário não, pq a gente pode escapar do fogo lá de dentro mas no inverno podemos acabar congelando lá fora.





sábado, 24 de outubro de 2009

Neve !!!

Pois é... acharam que eu ia passar batida em um dos assuntos mais esperados? Não...rsrsrs
Na última quinta-feira a neve chegou pra valer aqui na cidade de Québec. Apesar da meteorologia já ter previsto, eu como muita gente aqui não acreditou muito que a neve viria, porque no dia anterior tinha feito um belo sol numa agradável temperatura (que não passou de 9 graus rsrsrs).
No meiado de outubro já havia ocorrido uma nevasquinha, mas muito mixuruca, junto com chuva e de apenas alguns minutos que não deu nem pra deixar o chão branquinho...rsrsrs. Mas dessa vez não, ela veio q veio e praticamente o dia inteiro!
Foi cômico para mim! Acordei cedo, olhei pela janela e vi o chão da rua um pouco branco, achei que fosse o gelo da madrugada. Hum... coloquei os óculos e vi que era a neve caindo poeticamente... LINDO!!! Quando saí na rua, levei meu guarda-chuva porque achei que seria mais fácil e que não cairia tanta neve assim. Putz! Vento pra cá é pra lá....hihihi o parapluie só entortava...kkkkkkk desisti! Decidi usar o capu do casaco mesmo... Mas por causa do vento a neve insistia em cair irregularmente sobre as lentes dos meus óculos me atrapalhando a enxergar. Por fim, decidi tirá-los..hihihi. A partir de agora quando nevar só saio de lentes de contato.
O caminho que eu faço à pé até uma parada de ônibus (800 ou 801), foi feito com outro ônibus (11). 2 minutos de percurso necessários porque a neve não parava de cair e o chão estava escorregadio e eu dessa vez não ia mais arriscar.
Quanto ao frio, nem achei que estava tão frio assim. O vento não estava gelado como nos dias de sol. Senti mais frio na minha segunda semana aqui do que no dia dessa nevasca. Mas é claro, não abri mão das benditas meias de poliéster do Dollarama e das minhas luvas e cachecol de lã. hehehe
O que mais me impressionou é que ainda estamos em outubro, no outono! O pessoal que tá aqui há mais tempo diz que cada vez mais o inverno e a neve chegam mais cedo. Sinistro!!!
O Roger não largou a máquina fotográfica o dia inteiro, para a alegria de quem adora as fotos que posto aqui no blog. Lá vão algumas fotos do que é apenas um ensaio do inverno que se aproxima.


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Ah... Riô??? Sei...

Nas minhas primeiras semanas aqui, quando dizia aos habitantes desta cidade (canadenses), que éramos do Brasil, eles abriam um enorme sorriso, que se alargava mais ainda quando dizíamos que éramos do Rio de Janeiro. Apesar de JÁ suporem que saímos do Brasil por causa da violência, o que ficava latente nas conversas eram as praias, o carnaval, o samba e o futebol... A cidade maravilhosa que eles muito ouviam falar, viam por fotos e imagens e que tinham muita curiosidade de conhecer melhor.

Pois bem, o Brasil foi eleito para sediar a Copa do Mundo de 2014, não sei como foi a repercurssão por aqui pq ainda estávamos no Brasil, mas acredito que não foi muita porque o esporte dos canadenses é o hóquei. Agora, o Rio foi eleito para sediar as Olimpíadas de 2016, desbancando cidades como Tóquio e Chicago, com noticiários do jornal impresso e televisivo. Ops! Agora mais do que nunca o Rio está em evidência! Mas não mais por estes agradáveis assuntos que nos enchem de orgulho de ser carioca, mas pelas notícias que se seguiram e que repercutiram aqui em terras canadenses: "(...) Durante o confronto entre os bandidos, um helicóptero da Polícia Militar foi alvejado pelos traficantes, e acabou explodindo após um pouso forçado." (...) uma das demonstrações mais impressionantes do poder de fogo do tráfico no Rio de Janeiro".
Tentei evitar de postar algo no blog sobre o assunto ou mesmo falar sobre com outros brasileiros. Pq??? É o tipo de assunto que além de exigir tamanha complexidade, me deixa triste e preocupada, já que as pessoas que mais amamos estão no Brasil. Além do mais, definitivamente isso não faz mais parte de nossa realidade. Simples assim. Vivemos na pacata cidade de Québec, que com certeza deve ocorrer alguns atos de violência, mas que não se comparam a este. Os atos mais violentos que vimos nos noticiários desde que chegamos acontecem em outras cidades, na verdade ainda não vimos NADA sobre Québec. Violência chega a ser piada por aqui.

Após o episódio fatídico no Rio de Janeiro, no dia seguinte, a professora do curso de francês aborda o tema. Depois em outro lugar, outra pessoa, e outra... Sempre após eu dizer de onde eu vim. Ontem por exemplo, eu esperava o ônibus no ponto, eis que um simpático senhor puxa assunto comigo. Conversa vai... conversa vem.. (resumida e traduzida)"o bus tá demorando", "é perto mas não dá pra andar a pé com essa neve toda", "Eu gosto do inverno do Québec, e vim visitar minha filha, ... na França tb é frio e tem neve mas não tanto como aqui..."De onde vc veio?Da França também?", "Não, vim do Brasil", "Qual cidade, Brasília?", "Não, Rio de Janeiro", "Ha... sei, onde o helicóptero da polícia foi derrubado por traficantes?", "SIM!", "Isso é ruim, afinal lá terá as olimpíadas...". E mais uma vez demos início a uma breve exposição de idéias sobre a temática...rsrsrs. No final das contas, ele já tava me dizendo que na França tb existe diversas cidades violentas e que este tb foi um dos motivos que seus filhos, franceses, imigraram para cá há 1 ano. Um tailândes que tb esperava o bus, curioso pelo assunto, entrou na conversa mais como ouvinte ... AFF!

O duro é saber, que nestes grandes eventos que ocorrem na cidade maravilhosa, por incrível que pareça a violência cai drasticamente. Parece coerente, né? Afinal, não podemos espantar os turistas. Mas isso não tem nada de coerente, quando pensamos que durante o resto do ano a população sofre com a violência. Mas completo ainda AQUI, que atos violentos ocorrem na cidade maravilhosa cotidianamente e não são publicados com tanta ênfase. Tudo bem que derrubar um helicóptero é demais! Mas o pior ainda é que o Rio de Janeiro está longe de ser uma das cidades mais violentas do país e escrevo isso com propriedade do assunto.

Enfim (exaustivamente), no final das contas esse tipo de notícia é lamentável seja de qual parte do país ela venha. E embora, eu, muito particularmente não tenha lá muitas esperanças, espero sinceramente que


Giselle de Jesus

sábado, 17 de outubro de 2009

Brasileiros em Ville de Québec

Descobrir que em Ville de Québec tem mais brasileiros do que eu esperava tem sido uma das melhores descobertas. Como diz o Rogério, aqui tem mais brasileiros do que na Lapa no Rio, rsrsrs. Tudo bem que o povo que tá aqui há mais tempo (me refiro aos que estão há mais de 2 anos em Ville de Québec), fala que isto é um fenômeno novo, que há poucos anos atrás a maioria ia para Montréal e encontrar brasileiro por aqui era raro.
No Brasil, cheguei a ouvir de alguns que não era bom andar com brasileiros quando se está em outro país, pq além de aumentar a saudade se impede de mergulhar de cabeça na cultura do país local. Bobagens!!!!!!!! De fato, às vezes dá uma saudadinha do Brasil quando encontramos com os outros brasileiros, mas é uma saudade gostosa e confortável. Além disso, eu particularmente não tenho a necessidade de me afastar de minhas origens para me aprofundar em outra cultura. Até porque estamos num dos países mais multiculturais do mundo!!!!
Definitivamente, os brasilis aqui são 10. Sempre dispostos a ajudar uns aos outros. Tamanha solidariedade temos visto por aqui. Rio, Niterói, Brasília, São Paulo, Paraíba, Salvador, Minas, Fortaleza, Recife.... Tudo junto e misturado produz encontros super agradáveis. Encontros agendados (com rendez-vouz...rsrsrs) ou mesmo aqueles inesperados, do tipo vc está em algum lugar e encontra com alguém que tá indo pra outro lugar e te convida para uma tarde ou noite maravilhosa...
Fala sério, estamos em um dos países mais multiculturais do mundo e pq não iremos incentiver isso?!


Vieux-Québec no Pub Saint-Alexandre - Comemorando o níver da Luciana


Conhecendo La Haute Saint-Charles e Loretteville


Chez Fabiana et David - níver de 8 anos da Raja


" Agente fomo no shopping" hehehe



Andando por ai... No Vieux-Port

Chez Marcos et Geisa

Chez Dafne et Pedro

Chez Dafne e Pedro

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Pechinchas

Lugares aqui em Ville de Québec onde é possível comprar coisas de qualidade à preços excelentes. Como tivemos tempo para pechinchar nas primeiras semanas, economizamos bem comprando nestes lugares.

Maxi
Supermercado grande, com o preço mais em conta que já vi por aqui. Foi lá que eu encontrei feijão preto.
Endereço: 3111, avenue Watt.

Dollarama
Uma versão bem mais melhorada das lojas de R$1,99 no Brasil. Versão melhorada porque as lojas do Dollarama além de serem maiores, tem mais variedades de produtos e os preços variam de 1,00 a 2,00$, no máximo (foi o maior valor que vi etiquetado por lá). Você encontra brinquedos para crianças, produtos de limpeza, alimentos, utilidades, objetos de decoração para a casa... Sem contar as meias de poliester por apenas 1,00$ o par, que além de serem bonitinhas e confortáveis, de fato tem aquecido bem os nossos pés.
Endereços: 2700, Laurier Boulevard (Dentro do shopping) ou Place des Quatre-Bourgeois, 999 ave. de Bourgogne. Tem tb em outro endereço mas até o momento só fomos nestes.

Comptoir Emmaus
Móveis, fogão, secadoras, lavadoras, TV's, eletrodomésticos, objetos de decoração, utilidades para casa, louças, panelas e vestimentas...e muitas outras coisas que não consegui ver devido a correria do dia em que fomos lá. A loja é grande e tem mais de um andar. Ali tem que garimpar meeeesmo, porque as coisas não ficam muito arrumadas e algumas estão sujas e empoeiradas. Mas na minha opinião é bem menos assustador do que me haviam dito. Compramos nossa secadora (80$) e fogão elétrico (160$) por lá, que estavam em excelente estado e funcionando muito bem. Com 3 meses de garantia. Pagamos taxa de entrega no valor de 25$.
Endereço: 915, Saint-Vallier Est.

Comptoir de Fréderic
Móveis, colchão, fogão, secadoras, lavadoras, TV, eletrodomésticos em geral e algumas vestimentas. Compramos a maior parte de nossas coisas por lá, TV29" (60$), colchão Queen praticamente novo (80$), lavadora (275$). Apesar de serem lojas menores e com menos opção do que o Emmaus, os produtos estão em melhor estado de conservação, organizados e limpos. Além do fato, dos funcionários serem da maior gentileza. Pagamos uma taxa de 10$ pela entrega.
Endereços: 3291 Ch. Sainte-Foy ou 2901 Ch. Sainte-Foy.

Village des Valeurs
Maravilha!!!! Utilidades para casa, brinquedos, objetos de decoração, livros e muuitas vestimentas e calçados. É possível achar casacos pesados para o inverno por uma verdadeira pechincha. Mas tem que garimpar, porque tem coisas que não estão em tão bom estado, apesar de estar tudo limpo e arrumado. A loja é grande e oferece muitas opções, inclusive de roupas para as crianças.