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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Explorando Winnipeg

Como prometido... feedback de Winnipeg.
Contando em detalhes minha experiência no programa explorer.

O programa de imersão
O programa de imersao de fato me fez mergulhar no inglês. Mesmo tendo em minha turma 90% de alunos francofonos, tive a oportunidade de destravar a lingua e falar bastante. As aulas começavam às 9hs da manha e iam até às 16:30, sendo que alguns dias ultrapassávamos esse horário com atividades extras, culturais e de lazer. As aulas eram divididas basicamente em 4 blocos: todas às manhas um curso que focava gramática, verbos, etc. À tarde, um curso de conversação e um outro que intercalava de acordo com o dia e com a escolha do aluno; no meu caso, eu fazia um curso de pronunciação e outro sobre a historia e cultura de Manitoba.
Nas atividades externas, fomos à parques, restaurantes, boliche, reservas florestais, zoologico, museus, festivais, etc. Tudo gratuitamente! Tinha dias que meu corpo estava realmente cansado de tantas atividades recreativas e culturais, mas a euforia era tao grande que preferia nao relaxar, participando e aproveitando cada momento. Nooossa como foi bom!!!
Quanto aos custos.... praticamente 0. Porque 3 refeições diarias eram fornecidas pela homestay (café-da-manha, almoço e janta), sendo que o almoço era a marmitinha básica que a gente levava pra universidade, ja que passavamos o dia inteiro la. No programa tb estava previsto o "passe-livre", com o bilhete mensal de transporte à custos da universidade. Sendo assim, as despesas eram so com as baladinhas à noite ou com as atividades que faziamos fora do programado. Lembrando que, nao é em todas as escolas e universidades do programa que sao oferecidas as refeiçoes e o passe gratuitamente, isso vai depender do regulamento de cada um e nao do programa. Em geral, o que o programa garante e a estadia e o curso.

Homestay
Nao poderia deixar de falar de minha homestay. Fiquei numa casa com um mulher de cerca de 65 anos e que tem mais de 10 anos de experiência com alunos de intercâmbio e, melhor, adora o que faz, conhecer pessoas e outras culturas. A mulher é do babado! Super ativa, envolvida com trabalhos voluntários e tava sempre envolvida com alguma atividade como jardinagem, golf, bicicleta...  e ela tem  tb uma pequena produçao de vinhos, que eu tive o prazer de experimentar. rsrsrs. De fato ela fez com que eu me sentisse em casa, com todo o seu carinho e generosidade. Algumas vezes saimos ou fazíamos algumas refeiçoes juntas. Além disso, ela sempre recebia amigos ou familiares em casa para jantares e almoços, o que me permitia praticar ainda mais o inglês e conhecer pessoas. Nao conheci outras homestays antes, mas tenho certeza que fiquei na melhor do mundo! O bairro onde fiquei se chama Charleswood e fica à 30 minutos de busao da universidade. Distante para os "padroes canandenses", mas desta forma eu tive a vantagem de morar em um bairro residencial com parques e muito verde que me permitia ter uma "vida dupla" em Winnipeg... um pouquinho mais de movimento no centro e na universidade e muita tranquilidade em casa. Ohhh férias!!! rsrsrsrs

A cidade
Winnipeg é a capital e a maior cidade da provincia de Manitoba, com cerca de 650.000 habitantes. Ou seja, praticamente a mesma quantidade de habitantes que em Québec City. Porém, tive a impressao de achar que Winnipeg tem mais cara de "cidade" que Québec, com todos os seus beneficios e mazelas... Bons restaurantes, bares, boates, prédios altos, pedintes e população de rua... Sobre este ultimo, um fato me impressionou. De todos os moradores de rua e pessoas que pediam dinheiro, todas das que vi eram aborigenes. Pra quem nao sabe, me refiro aos "indigenas", primeira naçao do Canada. Os aborigenas representam 10% da populaçao de Manitoba e apesar dos programas sociais e suportes do governo, continuam fazendo parte da populaçao mais pobre de Manitoba. Ha! Me aconselharam para que eu nao fosse ao norte de Winnipeg, quando perguntei o pq, me disseram que era muito perigoso porque la tinha muitas drogas e aborigenes!!!! Surreal! Depois disso, é claro que queria ir ao norte de Winnipeg ver o que se passava por la. Fiz um passeio de carro com minha mommy pelas ruas ditas "perigosas". Sim, de carro, porque quando ela ficou sabendo que eu estava planejando ir la com uma amiga mexicana de ônibus ela se ofereceu para nos levar porque "seria mais seguro"... Bem, acho que nao preciso dizer que nada do que vi nem se compara a "melhor" favela do Rio de Janeiro que ja visitei, nem mesmo aos bairros do suburbio no Rio de Janeiro. O que vi ao norte de Winnipeg foram casas velhas habitadas por aborigenas, mas que no Brasil eu arriscaria a dizer que seria classe média baixa. Bem diferente do bairrozinho bonitinho, asfaltado e arborizado em que eu estava hospedada em Charleswood. No entanto, o mais triste para mim ainda foi ver os aborígenes se drogando e pedindo esmola no centro da cidade de Winnipeg, mesmo que os visse também frequentando a universidade e curtindo a night nas boates no "bom estilo canadense". Enfim, as discussoes politicas a respeito dessa situação por la parecem nao ter fim. Ouvi dizer até que isto faz parte de uma resistência e afronta deles contra o governo. Tipo pra dizer que a cidade cresceu na casa deles e por isso eles vao continuar ali no centro, pra chocar mesmo. Nao sei nao...

Enfim, eu passei por uma experiência incrível em Winnipeg e com este programa, num momento na minha vida em que foi tudo realmente providência divina! ;-)

U of W

Downtown

Downtown

Rua ao norte de Winnipeg

My Homestay in Charleswood

My mommy in Winnipeg

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Winnipeg! É pra la q eu vou!

Passando aqui rapidinho pra dizer que estou de partida. Indo para Winnipeg neste momento! Ficarei por  la durante 5 semanas participando de um programa de intercâmbio para imersao no inglês, o tal do programa EXPLORER. Aquele mesmo programa o qual eu falei no ano passado... Prometo voltar aqui depois para dar mais detalhes. Por enquanto vos deixo com meu ursinho e um mapa para que vcs nao me percam de vista. hehehe


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Inglês, anglais... ENGLISH!

Se tem algo que me arrependo quase que diariamente desde que cheguei aqui é de nao ter levado a sério o estudo de inglês no Brasil. Primeiro porque é bem mais fácil do que o francês e segundo porque faz falta mesmo no lugar mais francófono do país (Ville de Québec). Obviamente nao se compara à Montréal, onde os comerciantes te recebem com "Hi, Bonjour!" rsrsrs e o conhecimento de inglês é quase que obrigatório para entrar no mercado de trabalho. Aqui, até agora para a gente nunca foi uma exigência, embora faça 'aquela' diferença. Inclusive conheço muitos imigrantes que tem inglês fluente, mas por nao terem francês nao conseguem trabalho na área aqui.
No entanto, como ignorar uma língua que a maioria do mundo fala? Que é inclusive uma das línguas oficias e a mais falada do país que vc vive. Nao dá! Mas cedo ou mais tarde vc se dá conta de que precisa dela mais do que pensava... Eu me dei mais conta disso na universidade quando via os estudantes estrangeiros falando entre si em inglês, e mais ainda quando vi que os professores passam livros, textos e conferências em inglês. Neste último caso, passou a ser uma extrema necessidade para mim porque é nesta hora que eu perco tempo, mas muuuito tempo para fazer as minhas leituras, tempo que eu nao perco quando elas sao em francês.
Enfim, já diz o ditado que quem está na chuva é pra se molhar e como conhecimento nunca é demais e eu escolhi o Canada para morar, tenho mais é que tirar proveito desta situaçao. Por isso que já estava lá na minha listinha de metas para este ano estudar inglês. Foi entao que após terminar o FLE decidi recomeçar (pela milésima vez!) o inglês. Isso pra mim é um verdadeiro sacrificio. Preferia estudar alemao, italiano, mas por tudo o que eu já disse nao dá mais pra fugir desse idioma que na minha ordem de preferência sempre foi o último. Entao, em maio comecei o curso no Centre RIRE e me esforcei para buscar desejo e motivaçao em cada dia que ia ao curso, mas como logo em seguida recebi a resposta de admissao do mestrado, resolvi seguir um curso na universidade. Fiz a prova de nivelamento obrigatória (TOEIC) e depois minha inscriçao no curso regular. Ou seja, comecei o curso junto com o mestrado e a cada sessao do mestrado farei uma disciplina de inglês, 1 aula de 3h20 por semana. O curso é bem puxadinho, os professores geralmente nao falam francês e muito menos português hihihi. A programaçao de estudos individuais (extra-classe) é de 6hs por semana, temos muitos exercícios e leituras de livros literários para fazer. Além disso, o aluno é avaliado, nos 4 pontos, expressao escrita, expressao oral, compreensao oral e compreensao escrita (leitura).
Bem, é isso, a cada sessao do mestrado vou seguindo com o curso regular, tranquilamente pra nao sobrecarregar a "cachola" e até concluir o mestrado já espero estar com um bom inglês.